terça-feira, novembro 07, 2006

Veredas da Babilônia

Identidades construídas com areia
pretensões de diamante, realidade de vidro.
Desejos debatendo-se na teia
prisões decoradas com estilo.

Gargalhadas estridentes como quem receia
o pecado de pela melancolia ser atingido.
Vaidades lutando por brincadeira
encantos desprovidos de sentido.

O vazio é imenso para quem tateia
pelas veredas da Babilônia, perdido.
A fome não é suprida por tanta ceia
a alma não se sacia com o divertido.

3 comentários:

SMS disse...

o libidinoso nao se sacia. não.

Laura disse...

Bem, eu gostei de ter entendido.

Anônimo disse...

A métrica ficou legal.

Silvio.